Queen On Queen: 10 anos dos álbuns que marcaram uma geração
- Mostra Revista
- 12 de ago. de 2021
- 5 min de leitura
Atualizado: 19 de ago. de 2021
Reportagem por: Giulia Ribeiro e Luciano Eleotoro.

Imagem: Lady Gaga e Beyoncé no clipe de “Telephone” (2010)
Um ano após a colaboração icônica em “Telephone”, videoclipe considerado o terceiro melhor do ano de 2010 pela NME, Lady Gaga e Beyoncé realizaram outra grande façanha: o lançamento dos álbuns solo “Born This Way” e “4”, marcos na carreira de ambas.. Contando com hits significativos para o movimento Girl Power (“4”) e para a comunidade LGBTQIA+ (“Born This Way”) esses álbuns agitaram a indústria musical da época, levando Beyhives, Little Monsters e toda a comunidade pop à loucura.
E neste ano estão completando seu décimo aniversário. Confira agora o impacto destes álbuns e o que faz deles tão marcantes!
“Who Run the World? Girls!”
Lançado em 24 de junho de 2011 surgia o quarto álbum de estúdio de Beyoncé, intitulado "4". A escolha do nome do projeto tem um “quê” de superstição por se tratar do “número da sorte” da cantora, assim como o dia de seu aniversário, do aniversário de sua mãe, de seu marido (Jay-Z) e de seu casamento. Contendo 14 faixas incríveis o álbum representou um grande momento de criatividade, maturidade e liberdade na carreira da cantora, não apenas por ser seu comeback depois de um afastamento de 3 anos sem lançar qualquer single, mas também por ser o primeiro álbum da artista após romper laços profissionais com o pai Mathew Knowles.

Imagem: capa do álbum "4" de Beyoncé / Foto: Greg Gex
Com uma soundtrack selecionadíssima e colaborações de produtores e compositores renomados como Ne-Yo, Diplo, Frank Ocean, Jim Jonsin e Diane Warren, Beyoncé apresentou 72 músicas para sua gravadora em fase de conclusão do álbum. Fontes do jornal The Sun informaram que a Columbia Records afirmou que: "[...]não estavam preparados para o grande volume de material que nos foi apresentado. Ela claramente foi muito produtiva. Agora temos o difícil trabalho de escutar todas as músicas e decidir o que vai-se fazer". Parte do processo de" ócio criativo" da diva foi mostrada no documentário “Year of 4" dirigido por Ed Burke, no qual temos acesso à uma visão íntima da artista à respeito do trajeto percorrido durante o seu grande retorno ao cenário musical, bem como a sua experiência pessoal durante esse hiato.

Imagem: Beyoncé em seu documentário “Year of 4” (2011)
No álbum tivemos singles marcantes como "Run the World (Girls)" que representou um hino girl power e levantou multidões em suas performances. Vale destacar a performance memorável no Billboard Music Awards em 2011, onde Beyoncé ofereceu um verdadeiro espetáculo com animações gráficas, coreografia e muito poder.
No álbum tivemos singles marcantes como "Run the World (Girls)" que representou um hino girl power e levantou multidões em suas performances. Vale destacar a performance memorável no Billboard Music Awards em 2011, onde Beyoncé ofereceu um verdadeiro espetáculo com animações gráficas, coreografia e muito poder.
Imagens: Beyoncé performando "Run the World (Girls)" no BMA 2011 / Divulgação
O disco conta também com "Love On Top" que se consagrou como uma das faixas mais difíceis de se cantar pela presença de impressionantes high notes. Além do lançamento do single incrível, a cantora surpreendeu o mundo da música em sua performance no VMA (MTV Video Music Awards) de 2011 dando um verdadeiro show de notas difíceis de alcançar e criando um momento icônico ao anunciar, durante a performance que estava grávida de sua primeira filha: Blue Ivy.
Imagens: Beyoncé performando "Love on Top" no VMA 2011 / Divulgação
O disco é considerado um divisor de eras na carreira da cantora norte-americana, sendo premiado com o BMA de “Melhor Álbum R&B”, em 2012, e garantindo mais 14 prêmios destinados aos seus singles, clipes, performances e coreografias.
“Enjoy and love yourself today
cause baby you were Born This Way”
Lançado dia 23 de maio de 2011, o álbum “Born This Way” é o segundo disco de estúdio de Lady Gaga. Composto por 14 faixas que contam com referências de diferentes estilos musicais, da ópera e disco ao heavy metal, há a fusão de elementos em sons electropops e dance. A artista anunciou o nome do álbum e deu um gostinho do lead single no MTV VMA de 2010 ao receber o prêmio máximo da noite, “Vídeo do Ano” por “Bad Romance”. Sim, este é o mesmo evento em que ela usou o icônico vestido de carne que já referenciava a mensagem que o álbum propõe.
Imagem 01: Capa do álbum “Born This Way” de Lady Gaga / Foto: Nick Knight / Divulgação
Imagem 02: Lady Gaga cantando trecho do single “Born This Way” ao receber prêmio no MTV VMA de 2010 / Divulgação
O lead single, que deu nome ao álbum é um marco na carreira de Lady Gaga e tem muita importância para pessoas LGBTQIA+ por transmitir uma mensagem clara de que não tem como mudar quem se é, no trecho “Não importa se você é gay, hétero ou bi / Lésbica, transsexual / Eu estou no caminho certo / Eu nasci para sobreviver” ela da visibilidade e mostra que a comunidade existe e é válida. A música em apenas 3 dias vendeu 1 bilhão de cópias e alcançou o #1 da HOT 100 em mais de 20 países, onde ela se estabeleceu durante 6 semanas, sendo a primeira música explicitamente política advocando sobre os direitos dos negros, asiáticos, latinos e LGBTQIA+ a conquistar tal feito.
O álbum junto com a faixa título recebeu, ao todo, indicações em aproximadamente 25 premiações diferentes, sem contar as diferentes categorias e outras faixas do álbum. O disco foi indicado em 3 categorias diferentes no Grammy de 2012, sendo “Álbum do Ano”, “Melhor Álbum Pop” e “Melhor Performance" pela apresentação de “You and I”. Nessa mesma premiação de 2011, logo no início da era, Lady Gaga marcou sua participação desde o momento em que chegou sendo carregada dentro de um ovo que já afirmava que ela não estava para brincadeira, começando ali a sua performance que deu continuidade no palco quando ela “nasce” cantando o single. Além de “Born This Way” outras 4 faixas se tornaram single, sendo elas, em ordem de lançamento: “Judas”, “The Edge Of Glory”, “You and I” e “Marry The Night”.
Imagem 01: Lady Gaga chegando no Grammy de 2011 dentro de um “ovo” / Divulgação.
Imagem 02: Performance de “Born This Way” da Lady Gaga no Grammy de 2011 / Divulgação
Em 2021, ano em que o icônico álbum está completando 10 anos, logicamente Lady Gaga não deixaria passar em branco essa data que simboliza um marco em sua carreira e em toda indústria musical. Para comemorar o décimo aniversário Gaga lançou o disco comemorativo “Born This Way the Tenth Anniversary” no mês do orgulho LGBTQIA+, que, em homenagem ao fãs, conta com as 14 músicas originais e 6 covers desenvolvidos por pessoas que lutam ou fazem parte da pauta e comunidade LGBTQIA+. As novas versões são “Marry The Night” por Kylie Minogue, “Judas” por Big Freedia, “Highway Unicorn (Road to love)” por The Highwomen, Brittney Spencer e Madeleine Edwards, “You and I” por Ben Platt, “The Edge Of Glory” por Years & Years e “Born This Way - The Country Road Version” por Orville Peck.
Imagem: Encartes do álbum/CD de comemoração “Born This Way the Tenth Anniversary” / Divulgação
Além disso, Gaga também foi presenteada nesta data ao receber a chave da cidade de West Hollywood, em um dia que ficou marcado como “ Born This Way Day”. Na cidade fora feita uma pintura na Rua Roberts Boulevard com a bandeira LGBTQIA+ acompanhada do título do álbum em consideração à importância e significado que esse disco carrega por ser muito mais que um projeto musical. Foi com o grande sucesso proporcionado por esse álbum que Lady Gaga fundou a Born This Way Foundation, uma ONG sem fins lucrativos que apoia e dá suporte para jovens, bem como luta contra a propagação do bullying.
Imagem 01: Pintura em homenagem aos 10 anos do álbum “Born This Way” na Rua Roberts Boulevard / Divulgação
Imagem 02: Lady Gaga na cerimônia indo receber a chave de West Hollywood / Divulgação





























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